Começar com barulho de obras, e uma narração de alguma notícia do dia. Posso pensar melhor em qual notícia será essa. Não necessáriamente precisa ser uma coisa verdadeira, posso usar ironia.
Barulho de gravador começa e encerra o anterior. Acho que aqui dá pra iniciar com uma música lenta, que remeta a atualidade. e ela começa a falar...
MULHER: Eu fui a primeira da minha família a me formar em uma faculdade, Arquitetura. Hoje eu não mexo com isso mais não. Mas na época, recém formada, aventureira hahaha. Peguei minhas malas e fui direto pro Planalto Central, ia ajudar a construir Brasília. Eu queria meu nome na história. Era muito ambiciosa. Quando eu cheguei lá, me deparei com o caos, o aeroporto era de madeira, quando eu desci do avião aquela poeira subiu, quase não tinha lugar com qualidade pra eu ficar, e aquele bando de homem pra tudo que é lado. UM INFERRRRRRNOOO!
MULHER: Foi muito engraçado, eu tava lá com os peões, hoje chamam de candangos, mas na época era só peão, a gente tava lá no refeitório na hora do almoço e aí, me aparece aquele cara baixinho com a calça e a bota toda suja de barro vermelho, o uniforme da Terracap e um palito nos dentes. Ele me viu de longe, sorriu e deu pra perceber que ele falou alguma gracinha pros colegas sobre mim
Eu fiquei intrigada...cruzei o pátio inteiro pra tentar esbarrar com ele... ele sorriu e disse: volta som de obras e vozes ´"aí broto, vc que é a flor mais bonita desse cerrado?" risos ao som da obra (risos)
Aqui da pra misturar a musica e o som da obra. Podemos ver como isso fica... Acredita que eu achei bonito, até meio poético, sei lá. Me lembrou uma daquelas frases que eu lia nos livros quando eu era adolescente. Parece difícil de acreditar, mas naquele momento eu sabia que era amor.
HOMEM: (Enquanto ele começa a falar, aos poucos uma sonoridade ao fundo sobre futebol, como se fosse narração do jogo do Brasil. Acho que essa parte inteira pode ser nessa pegada e no final de quando ele fala da cantada, comos e fosse bola fora. Ultima frase sem noridade.)Eu lembro daquele dia porque tava tendo jogo do Brasil, e a gente ganhou de 5x2 da França. De presente eu ganhei ali, no meio do almoço um anjo em forma de arquiteta vindo na minha direção, a bota fazia aquele barulho de cavalo e quando ela pisava a poeira vermelha subia. Eu fiquei todo nervoso, eu nunca tinha cantado uma mulher antes. Quando ela chegou perto, eu abri a boca e falei a primeira besteira que veio na cabeça. Ela fez uma cara de brava e eu achei nunca mais ia encontrar com ela, eu não sei se vocês acreditar, mas naquele momento eu sabia que era amor.
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