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Finalização da Dramaturgia

Mudei de ideia novamente sobre o segundo trecho. Decidi colocar a visão do cara. Acho que assim, consigo finalizar. Agora é ensaiar o texto. Encontrar um cara pra falar e experimentar.

Começar com barulho de obras, e uma narração de alguma notícia do dia. Posso pensar melhor em qual notícia será essa. Não necessáriamente precisa ser uma coisa verdadeira, posso usar ironia. 

Barulho de gravador começa e encerra o anterior. Acho que aqui dá pra iniciar com uma música lenta, que remeta a atualidade. e ela começa a falar...

Foi muito engraçado, eu tava lá com os peões, hoje chamam de candangos, mas na época era só peão, a gente tava lá no refeitório na hora do almoço e aí, me aparece aquele cara baixinho com a calça e a bota toda suja de barro vermelho, o uniforme da Novacap e um palito nos dentes. Ele me viu de longe, sorriu e deu pra perceber que ele falou alguma gracinha pros colegas sobre mim

Eu fiquei intrigada...cruzei o pátio inteiro pra tentar esbarrar com ele... ele sorriu e disse: volta som de obras e vozes ´"aí broto, vc que é a flor mais bonita desse cerrado?" risos ao som da obra (risos)

Aqui da pra misturar a musica e o som da obra. Podemos ver como isso fica... Acredita que eu achei bonito, até meio poético, sei lá. Naquele momento eu sabia que era amor.

Acho que do meio para o fim, além da interpretação da narradora, podemos ter um tom de o que aconteceu com ele... será que ele morreu? Talvez, construir isso sonoramente, linkando com a notícia inicial...

Ele deve ter grandes histórias para contar para vocês. Já falaram com ele? Ele está fazendo o que agora, eu nunca mais tive contato. Ele tem um escritório!? Que legal. Ele está bem? Eu pergunto isso porque essa coisa de construir muda as pessoas.

Telefone toca: Eu acho que eu vou atender esse telefone, porque não tem mais ninguém na casa.

Sonoridade de como se ele estivesse dando uma entrevista por telefone. (Som de Trânsito)
Aqui no começo era aquela loucura. Uma terra vermelha que deixava a gente todo sujo, um vento que derrubava até saci e é claro aquele tanto de homem pra tudo que é lado. Eu cheguei do interior de Minas, me apresentei na TerraCap, eles perguntaram se eu sabia ler, eu disse que sim e pronto, virei mestre de obras. 

(Enquanto ele começa a falar, aos poucos uma sonoridade ao fundo sobre futebol, como se fosse narração do jogo do Brasil. Acho que essa parte inteira pode ser nessa pegada e no final de quando ele fala da cantada, comos e fosse bola fora. Ultima frase sem noridade.)Eu lembro daquele dia porque tava tendo jogo do Brasil, e a gente ganhou de 5x2 da França.  De presente eu ganhei ali, no meio do almoço um anjo em forma de jornalista vindo na minha direção. Eu fiquei todo nervoso, eu nunca tinha cantado uma mulher antes. Quando ela chegou perto, eu abri a boca e falei a primeira coisa que veio na cabeça. Ela fez uma cara de brava e eu achei nunca mais ia encontrar com ela, mas naquele momento eu sabia que era amor.

(Som de Trânsito) A gente ficou junto muito tempo, mas não certo. Pena. Eu sempre fui bom em construir, mas esse romance eu nunca consegui finalizar. Acredita que mesmo que a gente não se veja há anos eu nunca consegui tirar o número dela da lista dos meus contatos de emergência? Acho que ela nunca vai saber disso.  (Barulho de ligação que caiu)

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