Tô pensando aqui em uma outra forma de escrever. Talvez mais histórias juntas. Falta um elemento de conexão.
Sobre a forma, a ideia é utilizar sonoplastias que lembrem Brasília ou o cenário da construção. Tanto durante os pequenos contos, quanto entre um e outro. A mesma história sobre o ponto de vista dele e da mulher.
Foi muito engraçado, eu tava lá com os peões, hoje chamam de candangos, mas na época era só peão, a gente tava lá no refeitório na hora do almoço e aí, me aparece aquele cara baixinho com a calça e a bota toda suja de barro vermelho, o uniforme da Novacap e um palito nos dentes. Ele me viu de longe, sorriu e deu pra perceber que ele falou alguma gracinha pros colegas sobre mim
Eu fiquei intrigada...cruzei o pátio inteiro pra tentar esbarrar com ele... ele sorriu e disse: ´"aí broto, vc que é a flor mais bonita desse cerrado." (risos)
Acredita que eu achei bonito, poético. Naquele momento eu sabia que era amor.
Ele deve ter grandes histórias para contar para vocês. Já falaram com ele? Ele está fazendo o que agora, eu nunca mais tive contato. Ele tem um escritório!? Que legal. Ele está bem? Eu pergunto isso porque essa coisa de construir muda as pessoas.
Sabe quando a gente ta no bar e os garçons começam a retirar as mesas pra ver se os últimos clientes se tocam que o bar está fechando e se retiram. Pois é, foi mais ou menos isso que aconteceu. Eu não me retirei esperei sentada até que ele trouxesse a conta. Ele pagou apenas a parte dele, e me deixou sentada na mesa, com o canhoto da comanda e foi embora sem olhar pra atrás. Eu demorei, mas finalmente paguei a minha parte, coloquei o resto de cerveja num copo descartável e saí andando meio de costas pra tentar olhar um pouco mais até que ele desaparecesse no meio da noite. E agora eu tô aqui, com o recibo das duas contas na carteira pra me lembrar de sempre me retirar quando garçom der o primeiro sinal.
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